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Turismo

86% dos Americanos Dizem Ter Sentido Alegria ao Ver Visitantes da Copa do Mundo Aproveitando os EUA, Revela Pesquisa da US Travel Association

  • 86% dos Americanos Dizem Ter Sentido Alegria ao Ver Visitantes da Copa do Mundo Aproveitando os EUA, Revela Pesquisa da US Travel Association.
    86% dos Americanos Dizem Ter Sentido Alegria ao Ver Visitantes da Copa do Mundo Aproveitando os EUA, Revela Pesquisa da US Travel Association.

Uma nova pesquisa encomendada pela U.S. Travel Association mostra que a Copa do Mundo FIFA 2026 trouxe muito mais do que números recordes de público — ela transformou a forma como os americanos veem a chegada de visitantes internacionais, segundo levantamento realizado pela Morning Consult com 2.205 adultos nos EUA, incluindo amostras ampliadas de 331 entrevistados em Houston e 330 em Kansas City.

Os números por trás da simpatia

Dois terços dos americanos em nível nacional (63%) afirmaram saber que os EUA eram sede conjunta da Copa do Mundo 2026, número que sobe para 89% em Kansas City e 78% em Houston. No plano nacional, 39% dos americanos disseram ter assistido a pelo menos parte do torneio, participação que chegou a cerca de metade dos moradores em ambas as cidades-sede.

Os dados mostram que o contato direto com visitantes internacionais mudou tudo. Entre os americanos que interagiram pessoalmente com algum visitante da Copa, a audiência saltou para 79% em nível nacional — 85% em Houston e 76% em Kansas City. Metade dos americanos em nível nacional (50%) disse ter visto notícias ou conteúdo nas redes sociais sobre as experiências de turistas internacionais nos EUA, número que sobe para 77% em Kansas City e 66% em Houston, e a grande maioria dos que viram essa cobertura a descreveu como positiva.

A interação pessoal, no entanto, ainda foi relativamente rara: apenas 17% dos americanos em nível nacional relataram ter conversado diretamente com um visitante da Copa do Mundo, contra 27% em Kansas City e 26% em Houston.

Orgulho, alegria e o argumento reputacional a favor do turismo

O principal destaque da pesquisa: 81% dos americanos disseram que ver visitantes internacionais aproveitando a comida, a cultura e as atrações do país despertou neles um sentimento de orgulho de ser americano, enquanto 86% afirmaram que isso trouxe uma alegria genuína. Esses números foram ainda maiores nas cidades-sede — 88% em Houston e 90% em Kansas City relataram sentir mais orgulho ao presenciar as experiências dos visitantes.

Questionados sobre por que uma experiência positiva do visitante é importante, os americanos colocaram reputação e segurança à frente da economia: 61% disseram que isso reflete positivamente na imagem dos EUA no mundo, 50% afirmaram que ajuda a manter o país seguro ao construir boa vontade com outras nações, e 43% citaram o benefício econômico direto para empresas e trabalhadores americanos. Parcelas menores mencionaram que os visitantes se tornam "embaixadores" de longo prazo dos EUA (42%) ou ficam mais propensos a comprar produtos americanos (36%).

Sete em cada dez americanos (70%) disseram que os EUA deveriam buscar sediar mais grandes eventos globais, como a Copa do Mundo, as Olimpíadas ou uma Exposição Universal — percentual que sobe para 82% em Kansas City e 81% em Houston.

Sobre quem melhor representa a cultura americana para o mundo, 50% dos americanos em nível nacional — e 54% em Houston e 71% em Kansas City — disseram que uma visita presencial dá aos viajantes internacionais a imagem mais precisa, à frente de notícias ou redes sociais. Vale destacar que, entre os americanos que de fato conheceram um visitante da Copa, 34% apontaram as redes sociais como a lente cultural mais precisa, contra apenas 11% daqueles sem esse contato direto.

O torneio também revelou um favorito absoluto entre os fãs: 43% dos americanos em nível nacional escolheram Lionel Messi como seu jogador preferido, à frente de Cristiano Ronaldo, com 32% — uma diferença que se ampliou para 60% contra Ronaldo em Kansas City e 48% em Houston.

Líderes do setor reforçam os resultados

A divulgação da pesquisa coincidiu com uma carta aberta publicada esta semana no The Wall Street Journal, assinada por CEOs das maiores empresas de turismo do país e liderada por Bill Hornbuckle, presidente nacional da US Travel e CEO e presidente da MGM Resorts. A carta agradeceu ao público americano, às comunidades anfitriãs e ao governo Trump por ajudarem a viabilizar um torneio bem-sucedido, e pediu a continuidade da cooperação de olho nas Olimpíadas de 2028 e outros grandes eventos internacionais.

"A Copa do Mundo reapresentou os Estados Unidos ao mundo", disse Geoff Freeman, presidente e CEO da U.S. Travel Association. "Nossos melhores embaixadores não são políticos nem manchetes — são os americanos que os visitantes conheceram, as comunidades que eles exploraram e as pessoas que os fizeram se sentir bem-vindos. Essa é uma vitória para cada americano."

Um alerta sobre políticas públicas

Apesar dos números amplamente positivos, a pesquisa identificou preocupação com políticas que poderiam frear esse impulso, incluindo uma proposta de taxa de entrada de US$ 250 e uma triagem ampliada de redes sociais para visitantes internacionais. Mais entrevistados afirmaram que restringir ou dificultar a entrada nas cidades-sede da Copa prejudicaria negócios e comunidades locais do que disseram que isso ajudaria.

"A Copa do Mundo mostrou o que é possível quando os Estados Unidos recebem o mundo de braços abertos", concluiu Freeman. "Agora o desafio é manter o pé no acelerador — e não criar obstáculos que afastem os visitantes que queremos atrair."